O presidente do Conselho, José Carlos Araújo, do PR da Bahia, fala da importância das oitivas.
"As duas podem esclarecer muitas dúvidas porque já existem documentos da Procuradoria-Geral da República e do ministro [Teori] Zavascki que está compartilhando conosco, que já deve ter muita coisa sobre isso e nós vamos elucidar as dúvidas que tiverem através dos depoimentos das testemunhas e dos documentos que recebemos do juiz Moro e do ministro Zavascki."
O relator do processo contra Eduardo Cunha, deputado Marcos Rogério, do DEM de Rondônia, afirmou que após esses dois depoimentos, o Conselho começará a ouvir as oito testemunhas indicadas pela defesa. Na última reunião do colegiado, entretanto, ele defendeu um posicionamento sobre essas indicações.
"Pra ver qual encaminhamento vamos dar em relação a isso porque são arrolados ali advogados, ex-ministros e outros personagens, o que, obviamente, é questionável. Advogado com procuração para praticar defesa pode ser arrolado como testemunha? Eu acho que essa é uma questão que o Conselho tem que analisar porque é um fato que vai gerar precedentes para o próprio Conselho. Cabe à defesa até oito testemunhas e não é o relator ou o Conselho que vai indeferir, pode até ser ouvida, mas em outra condição, mas não na forma de testemunha."
A fase de instrução do processo por quebra de decoro parlamentar contra Eduardo Cunha termina em 19 de maio.
Reportagem – Geórgia Moraes

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